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A corrida de rua precisa acabar!

  • Foto do escritor: Arthuro Paganini
    Arthuro Paganini
  • 8 de ago.
  • 1 min de leitura

Tem gente que está parando de tomar remédios porque começou a correr. Outros estão descobrindo que conseguem dormir melhor, têm mais disposição durante o dia e até estão encontrando novos amigos nos grupos de corrida. Há casos ainda mais graves de pessoas que passaram a acordar cedo no domingo para correr enquanto todo mundo ainda está dormindo. Um verdadeiro absurdo.

E não para por aí. A corrida também está criando uma espécie de vício coletivo: primeiro são 5 quilômetros, depois 10, uma meia maratona e, quando a pessoa percebe, já está pesquisando inscrição para a próxima prova. O tênis vira equipamento essencial, o relógio ganha status de companheiro inseparável e a pergunta “qual vai ser a próxima?” passa a fazer parte da rotina.

Diante de tudo isso, talvez seja realmente necessário acabar com a corrida de rua. Ou, quem sabe, aceitar que ela está fazendo exatamente o contrário: colocando pessoas em movimento, aproximando comunidades e transformando a relação de muita gente com a própria saúde. Se esse é o problema, talvez possamos conviver com ele. Afinal, existem problemas bem piores do que descobrir que você gosta de correr.

 
 
 

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